O controle de dados é prioridade para empresas que almejam crescer e se manter competitivas. Inteligência Artificial, Big Data, Internet das Coisas, Machine Learning e inúmeras ferramentas para interações com clientes, são exemplos de soluções imprescindíveis para as organizações e, por consequência, farão com que a quantidade de dados aumente exponencialmente.

O que é governança de dados?

A Governança de dados é uma estrutura estratégica, que estabelece políticas e objetivos de modo a  gerenciar melhor os dados. O termo governança pode englobar ainda uma grande quantidade de processos, leis e regulamentos, ou qualquer ação interna que tenha como intuito fazer o controle dos dados. Especificamente em relação à governança de dados, esse controle é focado em todo ativo de informação que pertence à empresa, algo que tem se tornado cada vez mais significativo.

Em uma entrevista anual com líderes de grandes empresas, para tentar entender como os tomadores de decisões das principais organizações veem o uso de dados como um fator estratégico, é nítido a quantidade de erros graves com o uso ineficiente das informações. Seja através de Big Data e Analytics ou da implementação de modelos de inteligência artificial, há a necessidade de analisar uma quantidade enorme de informação. Nem sempre as empresas têm a devida preocupação com essa questão.

É natural ter um pequeno deslize ao efetuar a análise dos dados. Afinal, é um volume considerável e crescente. Além disso, não é algo que pode ser visualizado imediatamente de maneira prática; a gestão dos dados por si só é um conceito abstrato e intangível.

Essa característica fica mais clara em comparações com ativos mais tradicionais. Caso um computador quebre, ele pode ser reparado; se uma campanha de marketing tiver um resultado abaixo do esperado, os indicadores irão apontar algum problema, algum ajuste que precise ser feito. Porém, se um dado está equivocado, as repercussões só serão vistas a longo prazo e, ainda assim, é difícil traçar a origem do problema, o que torna a governança de dados fundamental.

A governança de dados como fator estratégico

Cada vez mais, as companhias estão entendendo a importância estratégica de seus dados, tornando a governança um dos principais fatores no suporte à tomada de decisão. Essa grande quantidade de informação pode ser usada para prever comportamentos dos consumidores ou dos próprios colaboradores. Com isso, é possível definir estratégias baseadas no que é mais importante a cada tipo de realidade empresarial.

Estas informações geram vastas alternativas, já que, com acesso a uma malha de dados diversificada, é possível filtrar o que é prioridade e tomar as decisões baseadas nelas, aumentando consideravelmente a chance de sucesso.

Contudo, isso não ocorre sem certo risco: quanto mais variáveis existem em uma equação, maior a sua capacidade de ser precisa e eficiente, mas também maior a possibilidade de erros. Um único equívoco em todo o processo pode fazer com que a iniciativa tome um caminho indesejado. Certamente, ninguém quer deixar algo tão importante conectado à probabilidade de sorte.

Por conta disso que a governança de dados mostra o seu grande valor. Os líderes de mercado já perceberam a função fundamental dos dados, sendo assim, sua confiabilidade e qualidade certamente só aferem ainda mais sua importância. É o uso das informações corretas, de maneira efetiva e alinhada com o objetivo da empresa, que irá garantir maior assertividade nas decisões tomadas.

Imagine então quando o número de dados crescer ainda mais (como o esperado). Cada empresa precisa estar preparada para evoluir e poder analisar um número crescente de possíveis informações sem comprometer a qualidade, diminuindo os riscos legais e financeiros, além de manter sua reputação. Para isso, não basta apenas tomar decisões com base em todos os dados colhidos, é necessário definir quais dados possuem real valor.

A integração de todos os setores para o uso dos dados

A governança de dados cabe a todas as áreas e colaboradores da empresa; o verdadeiro sucesso da atividade é alcançado quando está ligado a uma boa cultura organizacional, que prioriza a integração das informações, do alinhamento das necessidades, interesses e expectativas em relação aos dados.

Para que isso ocorra de forma estruturada e planejada, o ideal é que haja um pequeno grupo específico com foco na governança, onde a participação dos líderes é fundamental, visto que são eles que tomam as decisões e sabem qual é o caminho estratégico que a empresa deverá seguir. Como cada instituição tem a sua estrutura e a sua maneira de trabalhar, é um pouco difícil prever como a governança deve ser feita sem conhecer bem o ambiente, porém existem alguns pontos fundamentais.

Primeiramente, os gestores precisam avaliar todos os recursos que possuem à disposição, desde situações óbvias como: quais os dispositivos usados, até as normas de controle e indicadores de qualidade. É importante tentar entender também o que afeta a empresa de forma negativa.

É preciso deixar claro que existe, em muitas ocasiões, um controle pessoal sobre os dados. Ou seja, cada dado é associado a um colaborador que o produziu ou conferiu, de modo que seja possível determinar onde ocorreu um erro.

Entretanto, a maior dificuldade vem de cima, pois a maioria das organizações reconhece a importância de usar os dados para crescer e gerar valor. Porém, muitas têm dificuldade em estabelecer as mudanças necessárias para se tornar uma organização Data Driven (orientada por dados).

Tanto a falta de uma liderança forte como um investimento modesto em soluções que providenciem essa mudança, são apontados como os dois maiores fatores que reduzem o crescimento da empresa. Por isso, cabe aos líderes se familiarizarem com a importância da governança de dados e seguir os passos corretos para implementá-la. Afinal, ao mesmo tempo em que é um ativo estratégico, deve proteger de erros e ser usado para a tomada de decisões eficientes.


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