Ao estabelecer responsabilidades e garantias às empresas, as novas regulamentações de dados causam profundo impacto aos negócios. Só nos dois últimos anos, 90% de todos os dados do mundo foram gerados, indícios de que cada vez mais empresas devem atuar em suas atividades com responsabilidade, segurança e respeito à privacidade.

A adequação necessária para atender a nova regulamentação, pode ser considerada sinônimo de grandes custos as empresas, cujo prazo previsto para entrar em vigor é Agosto de 2020. Entretanto, é possível entender a legislação como algo positivo, por trazer benefícios, como, por exemplo:

– Melhora no relacionamento com cliente através da confiabilidade e respeito à privacidade

Pela necessidade do consentimento para captação e tratamento de dados pessoais, e deixar clara a finalidade da coleta de dados, o cliente terá conhecimento integral sobre o uso de suas informações de forma transparente, o que contribui para maior credibilidade social e alcance positivo do público-alvo. Além disso, a navegação nos sites deverá ser mais prazerosa devido à redução de publicidade e anúncios não solicitados. Dessa forma, aumentam consideravelmente a probabilidade de proximidade dos clientes com as organizações que sejam do seu real interesse. Com abordagens menos invasivas, o interesse do consumir tende a crescer naturalmente para determinada marca ou produto.

– Aumento da segurança jurídica para atuar através de dados pessoais

A LGPD determina regras para o tratamento de dados pessoais, onde garante a privacidade e segurança dessas informações em qualquer país que seja coletado, devido sua aplicação extraterritorial. Além disso, a legislação coloca o Brasil em alinho com outras regulamentações através do globo, garantindo-nos a reputação de ambiente seguro para o pleno tratamento e uso de dados pessoais. Estando em conformidade com a GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados), a lei permite que empresas nacionais possam tratar dados pessoais eventualmente coletados no território da União Europeia, sem complicações e transtornos a empresa ou aos titulares dos dados.

– Segurança cibernética aprimorada e para usos determinados

Ao tratar com seriedade a privacidade e o uso de dados pessoais, as empresas vão gerar a tendência de criar fluxos de trabalhos mais conscientes destas informações e por consequência, mais seguros também.
Devido às altas sanções, a preocupação com a infraestrutura de dados pessoais passará a vir em primeiro lugar, trazendo consideráveis mudanças no processo de proteção cibernética. É importante que estas alterações entrem em vigor para trazer políticas de segurança claras, e que reduzem os riscos de uso inadequado de informações pessoais, invasões, violações ou vazamentos de dados.

– Valorização do marketing e aumento de sua produtividade

Eliminar informações pessoais irrelevantes ao negócio (minimização), propiciará aumento na qualidade das informações realmente decisivas e necessárias às empresas, com bancos de dados alimentados com informações de clientes verdadeiros e relevantes. O uso de dados reais e atualizados possibilitará uma comunicação clara com a sociedade, com mensagens coerentes de acordo com as necessidades e desejos do público a ser impactado, onde os investimentos serão utilizados de forma assertiva e inteligente, evidenciando aumento na credibilidade das campanhas.

A Lei Geral de Proteção de Dados tem potencial para motivar muitas mudanças as empresas que tratam dados pessoais. Os negócios que se adequarem antes do tempo previsto, terão a oportunidade de ajustar seus processos para colher bons frutos da regulamentação, visando sua reputação a longo prazo.

Uma nova cultura de proteção e privacidade de dados pessoais deve ser estabelecida, com mudanças significativas no gerenciamento desses dados, com maior organização, controle, centralização de dados adequados, minimizados e que possuam alto potencial na criação de insights estratégicos, com o refinamento dos processos de tratamento e utilização, possibilitando vantagem competitiva nas companhias que não esperarem o tempo máximo para se adequarem a legislação, e trazendo a possibilidade de trabalharem com informações mais limpas, adequadas e apoiadas em bases legais.


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