Empresas podem não se dar conta da quantidade de desperdício energético ocasionada nas atividades cotidianas. Segundo o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), por ano é desperdiçado cerca de 22 milhões de kW, essa quantidade energética quando convertida em valores, renderia quase US$ 1,54 bilhões, aproximadamente 41% de todo o consumo de energia nacional é atribuído às empresas.

Por conta disso, é compreensível que haja uma preocupação maior por parte dos negócios em alcançar estruturas completas de eficiência energética na indústria. Além de influenciar em redução de custos expressivos, o controle sobre os custos energéticos resulta em diferencial competitivo por conta do gerenciamento completo de todas as funções de produção.

Contar com instalações elétricas de qualidade, com fiação que não ocasione fugas de correntes ou desequilíbrio de fazes é primordial para ajustar os custos energéticos. Porém, apenas modernizar cabeamentos e estruturas elétricas não é suficiente, a modernização estrutural no gerenciamento do uso de energia, eleva a compreensão das empresas sobre seus departamentos e condições de trabalho.

Se formos comparar o Brasil com outros países, estamos atualmente em 15º lugar entre as dezesseis maiores economias do mundo. No ranking realizado pelo Conselho Americano por uma Economia com mais Eficiência Energética (ACEEE), a Alemanha é o país com maior eficiência energética no âmbito mundial, e com relação ao Brasil, o pior desemprenho nacional foi encontrado na indústria, com apenas 2 entre os 25 pontos possíveis.

O posicionamento da Alemanha em primeiro lugar não é mera coincidência, desde 2011 o país europeu apresenta soluções digitais para aprimorar seus recursos e otimizar diversas funções. A alta industrialização digital do país é a convergência entre análises de dados que possibilitam insights de maior qualidade no uso estratégico.

O uso de Internet of Things para o gerenciamento energético possibilita uma comunicação que gera uma análise macro sobre os sistemas, com base em análises individuais sobre as condições gerais de cada ativo. A conectividade promovida com a tecnologia permite conexão entre objetivos, e uma coleta de dados em tempo real, onde o consumo das informações traz mais rapidez no momento de decisão dos negócios e delineamento estratégico.

As soluções pensadas para influenciar o menor consumo de energia também interferem em outros pontos dos negócios, como maior vida útil dos ativos, controle de qualidade e monitoria dos produtos com mais eficiência, e vantagem competitiva pelo ganho de responsabilidade ambiental, que interfere diretamente na reputação das companhias e em como determinado produto será absorvido na sociedade.

Este gerenciamento inteligente sobre a energia elétrica utilizada, coleta todos os dados do consumo nos processos realizados por meio de sistemas e plataformas que permitem análise das condições e possíveis falhas em tempo real, convertendo os dados em informações valiosas e com rapidez de utilização que proporciona um ciclo de funcionamento autônomo, onde pausas são determinadas dentro da melhor realidade de cada negócio.

Repensar estrutura dos ambientes para melhor aproveitamento de luz natural é uma situação que deve ser pensada junto à modernização de maquinários e cabeamentos, no entanto, a eficiência energética realmente eficaz vem na implementação de automatização no gerenciamento dos departamentos, com controle em tempo real de todas as situações industriais.


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